sexta-feira, 18 de maio de 2012

Conexão Vivo 2012

 
     Hoje vou falar aqui sobre um evento que movimentou o cenário musical e cultural e artístico de Belo Horizonte. É o Conexão Vivo 2012, que esse ano chega a sua 12ª edição. O evento que se iniciou semana passada no Palácio das Artes, essa semana tem sua participação em dois palcos dentro do Parque Municipal. O Palco Vivo e o Palco Conexão; que mesmo com o frio, milhares de pessoas curtiram vários shows.
     O evento começou no Palácio das Artes, na quinta feira, mas no domingo acompanhei dois shows ecleticos. Primeiro o de Triago Pethit, onde o clima de simplicidade das letras, vai do português ao inglês e francês.
     Uma banda coesa, onde o violoncelo dava a nota de destaque e diferenciação musical, onde a expressão artística e corporal de Thiago dava ritmo ao show.

     Seguindo a apresentação, veio ao palco a cantora paulista, Tulipa Ruiz, que recebeu crítica e elogios por todo o mundo, em locais que se apresentou.

 Seu disco Efêmera, lançado em 2010, foi considerado pelo jornal O Globo, um dos melhores do ano. O que a levou a cinco turnês internacionais como França, Inglaterra e Portugal. Cores, luz e projeções complementam o espetáculo.






      Com uma estrutura de som de primeira qualidade, a empresa AFC, teve papel fundamental nesse evento. A captação de áudio por conta dos técnicos Chitão, Pingo, Clésio e Fabinho. A programação da luz por conta do técnico de iluminação Gaguinho. Já a coordenação de palco ficou por conta da Parceria Produz, que pôs os roadies, Ratho, Cristiano, Erwin, Lapinha e Magrelo.
     Lá encontrei vários fotógrafos de primeira linha fazendo a cobertura do evento: Léo Lara, André Fossati, Eugênio Gurgel e Netum Lima. Parabéns a eles pelo trabalho executado.
     Dentro os shows posso citar os que estive envolvido na apresentação, no primeiro dia, 17 de maio,  do Mercúrio 758, do músico e compositor Anderson Guerra, com uma banda afiada, com músicas bem executadas e arranjadas. Tem até o tema de abertura do show que tem uma referência a música tema de 2001 Odisséia no Espaço, Also Spracth Zaratustra.
   
   

     Já o Rapper Criolo, eleito o melhor show de 2011 pela mídia nacional especializada, que com músicas engajadas, começou a apresentação apoiando o Rapper Emicida, que foi preso no início da semana em show em Contagem, encerrou a primeira noite do evento literalmente fazendo o público sair do chão após uma hora de show.
 
    Continuando, no segundo dia, dia 18 de maio, no palco em que eu estava trabalhando na produção, tivemos as bandas Nem Secos,  com o espetáculo Dançando a vida, uma pluralidade de sons e movimentos.  

     Continuando o dia 18, tivemos ainda o rock visceral e rasgado de Deco Lima e o Combinado, um trio conechecido na música mineira. onde o poder de sua Fender era o que ditava a nota do show que tem levadas de funk e soul, somadas a sua pegada punk rock. Um baixo de peso com Saulo Rajão e Ricardo Neguim, baterista que comandava o beat sonoro. O show ainda contou com a participação de Élio Silva, belo horizontino saxofonista autodidata que esteve em diversas bandas undergrounds nos anos 80.
    Encerrando a noite, tivemos a participação do músico Felipe Cordeiro, com ritmos que vão do carimbó à lambada. Com influência do brega, ele vai do pop ao kitsch. 

 
No dia 19 de maio, sábado, tivemos a participação da artista paraense Juliana Sinimbú, com uma voz imponente. Ela recebeu em 2007 prêmio de cantora revelação do Pará.





 
 O outro show da noite foi o da banda brasiliense, Soatá, que mesclaock, carimbó, rockarimbó e carimbeat.  Com uma composição de voz, guitarra, baixo bateria e percursão, que utiliza um tambor carimbó, de onde vem um som rítmico e da terra, o grupo faz incursões brasilienses - paraenses que dita a nota da banda.


   

      Encerrando a semana, no domingo, dia 20, a tarde começa com a banda O Círculo conquistou uma posição de respeito no circuito independente baiano, encontraram a expressão rock popular brasileiro. Com
canções que abordam temas cotidianos com uma linguagem direta   .



   

Seguindo com as apresentações, já no início da noite, o quarteto porto alegrense, Apanhador Só, arrebatou público e critica com seu pop experimental cheio de surpresas.
     Durante o show, até uma mini bicicleta tem participação
 musical, onde uma roda é microfonada e tem cena própria durante
a apresentação da banda. No Conexão, a banda apresenta o disco Para Quedas, cujo produtor musical foi o Curumin.
      Restava ainda o último show no palco em que estive trabalhando.
E ele veio com estilo.
   






A banda Garotas Suecas, que lançou o disco nos Estados Unidos, o Escaldante Banda, mescla ritmos negros americanos a Mutantes e Tim Maia. O quinteto fez uma apresentação em que levantou o público, deixando um gosto de quero muito mais , aguardando agora o que virá no próximo fim de semana na Praça do Papa.




     É isso aí.. até a próxima postagem...



 

Nenhum comentário:

Postar um comentário